| Joper Padrão's profileJoper PadrãoPhotosBlogLists | Help |
|
June 10 Companheirismo em Rotary - O Efeito EspelhoPenso que Companheirismo possa ser entendido como o "efeito espelho". Significa dizer: respeito todos os companheiros, por vê-los como se eu estivesse diante de um espelho, vendo a eu próprio. Quando vejo um companheiro (mesmo sem jamais conhecê-lo), demonstro a ele o meu total respeito ... Da mesma forma como respeito à minha própria pessoa. Se todo e qualquer companheiro é admitido pelo reconhecimento de seu caráter ilibado (tal como eu o fui ...) se ele se presta a servir voluntariamente à causa da paz e da compreensão (como eu me presto ...) se ele é uma pessoa de boa vontade (como eu procuro ser ...) se ele está disposto a assumir a Prova Quádrupla como princípio de sua conduta na sociedade (como eu aprendi a estar ...), ele deve merecer o meu respeito. Ou seja, o companheirismo, no meu entendimento, é sinônimo de auto-estima e auto-respeito. E, para que eu possa honrar essa forma carinhosa ... (e nobre) como sou tratado em Rotary, preciso estar em permanente vigília quanto à minha forma de agir (do que pensar, do que dizer, do que fazer). Para que eu possa merecer esse tratamento, preciso controlar os eventuais ímpetos de arrogância e de vaidade excessiva; conter a ironia e o sarcasmo; rever o modo de ser. Para merecer ser tratado como Companheiro, preciso agir como um autêntico Companheiro. Tal qual diante de um espelho ... Houve um saudoso companheiro no Distrito 4570, de renomada reputação por suas qualidades artísticas ao piano. Engenheiro construtor de formação profissional (essa era sua classificação ...) resolveu dedicar sua vida ao piano. Jovem ainda trocou os empreendimentos imobiliários pela arte de interpretar belas canções. Passou a entreter turistas nos Transatlânticos do Lloyd do Brasil (o Brasil já os teve ...). Rotariano, compôs várias marchinhas para muitos Clubes de Rotary. Celso Macedo era seu nome (ele está citado pelo Companheiro Reis na matéria de capa da Revista Brasil Rotário desse mês). Grande Celso Macedo ... Quantas Saudades! Mais que companheiros, ficamos Amigos ... E íntimos. Todos os chamavam, em reconhecimento às suas habilidades artísticas, de "MAESTRO CELSO MACEDO”. Todos, sem exceção! Certo dia eu assim a ele me dirigi. E dele ouvi uma reprimenda. Disse-me ele, com seus grandes e expressivos olhos azuis: "Até Você, Joper, meu Melhor Amigo, me tratando dessa forma???" E eu lhe respondi, com humildade, como que sem entender o que se passava: "Mas Você, Celso, é o nosso Mestre ... Por isso, o nosso Maestro!" Pensava eu (como estava enganado ... ) que ele me compreenderia. Mas ele, de forma enérgica, como um bom Pai, me deu uma grande e inesquecível lição, ao dizer-me: "E porque Você não me trata da forma mais nobre que um Rotariano pode tratar ao outro?". "Trate-me como COM - PA - NHE- I - RO! (disse-me essa palavra vagarosamente, sílaba por sílaba, enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas). Daí em diante jamais voltei a tratar Celso Macedo de outra forma se não como COM - PA - NHE - I - RO CELSO MACEDO. E seus olhos sempre se encheram de brilho, a cada dia (e foram muitos, Graças a Deus!) em que nos encontramos. Inclusive no dia do seu sepultamento, quando em minhas palavras de despedida a ele me dirigi dizendo-lhe: "COMPANHEIRO CELSO MACEDO - Obrigado pelas lições de vida que me concedeste.". Isso, meus Companheiros, é como este Companheiro resume o "espírito" do companheirismo em Rotary. Façamos, então, nossas reflexões. E, inspirados na Prova Quádrupla procuremos a cada dia, a cada momento, a cada palavra, a cada gesto, a cada atitude, olhando-nos no espelho da vida, no espelho do Rotary, honrar a mais elevada de nossas comendas: o insigne título de COMPANHEIRO, aquele que compartilha do ideal de servir, em favor da paz e da compreensão entre as pessoas. Abraço fraterno a todos e a cada um/a de meus/minhas COMPANHEIROS/AS.
(texto produzido para o Grupo de Estudos sobre Rotary na Internet Geroi-Brasil em 09/06/06)
Joper Padrão do Espirito Santo Governador 2001-02 do Distrito 4570 Rotary Club do Rio de Janeiro - Tijuca Classificação: Economia / saneamento ambiental April 17 O Cuidado EssencialAs palavras iniciais do Presidente Antônio Joaquim, ao homenagear o ilustre Comandante do Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias, destacam o importante papel dessa autoridade para a garantia da ordem e da segurança pública.
A análise do ambiente em nossas grandes cidades evidencia o quando há por ser feito no sentido para garantir boa qualidade de vida em nossa sociedade.
Num mundo caracterizado pelo descuido do ser humano diante das coisas importantes para a sobrevivência da espécie humana, ocorre-nos lembrar da fábula-mito de Higino sobre o Cuidado, ao fazer esta breve locução na oportunidade em que se comemora 40º aniversário do Rotary Club de Duque de Caxias, no mesmo ano em que é celebrado o Centenário do Rotary.
Esta fábula, de origem latina com inspirada na mitologia grega, data da época de Cristo. A tradução de Leonardo Boff, assim diz:
“Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco do barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter.
Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado.
Quando, porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome.
Enquanto Júpiter e o Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra. Originou-se então uma discussão generalizada.
De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:
- Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte desta criatura. - Você, Terra, deu-lhe o corpo. Receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer. - Mas como Você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver. E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, que significa terra fértil”.
Comemorar o aniversário deste operoso Rotary Club representa lembrar o incontável número de profissionais e empresários que, a partir da iniciativa de seus fundadores, como Otton, Benazzi e Nilton aqui presentes para a nossa alegria, resolveram dedicar uma parcela de seu tempo em favor do cuidado com o próximo, desprovidos de qualquer interesse pessoal. Eram, assim como Vocês o são, homens movidos pela vontade de dar de si antes de pensar em si. Homens e mulheres desprendidos, prontos a fazer desta uma sociedade justa e igualitária.
Muitos, certamente, já ouviram dizer que o Rotary de Caxias é um “CLUBÃO”. Essa expressão carinhosa foi cunhada desde os preparativos e do planejamento da Governadoria do Distrito 4570 no período 01-02. O Rotary Club de Duque de Caxias, com extensa folha de serviços ao longo de sua existência, reafirmou a determinação de seus companheiros em fazer-se presentes em todas as ocasiões, somando e agregando energia.
CLUBÃO passou a ser, então, a contração das palavras CLUBE com a terminação ÃO de compaixão, de emoção, de coração. O Rotary Club de Duque de Caxias é, portanto, frente à nossa admiração, o Rotary que contém em si tais sentimentos, manifestos em tudo o que fazem, no resultado de seus serviços à Humanidade.
Parabéns aos Companheiros que hoje integram o Rotary Club de Duque de Caxias pelo transcurso de seu 40º aniversário. Mas, também, a todos aqueles que passaram por essa escola de cidadania, estejam vivos em nosso meio ou em nossa memória saudosa.
Vocês são autêntico exemplo e inspiração para que acreditemos, todos, de que o futuro será melhor, porque outros líderes, como Vocês, haverão de passar por esta fabulosa experiência humanitária, assegurando futuro próspero a este Rotary Club. Importante cumprimentar, também, a sociedade desta acolhedora Cidade de Duque de Caxias, onde a bandeira branca do Rotary é erguida mostrando que o povo desta Cidade atua decisivamente em favor da paz e da compreensão mundial.
Vida longa ao Rotary de Duque de Caxias! Joper Padrão do Espirito Santo Saudação da Tribuna do Rotary Club de Duque de Caxias na reunião de 13/4/05 pelo transcurso do 40º Aniversário de fundação dio CLUBÃO
March 28 ÁGUA É VIDAÁGUA É VIDA A água é berço e lar de várias formas de vida, desde seres microscópicos até animais do tamanho das baleias. O ser humano, por sua vez, tem na água uma fonte vital para a sua sobrevivência. Por isso, precisa habitar locais próximos da água para assegurar a sua sobrevivência. Sabe-se que a Terra tem três quartas partes de sua superfície coberta pela água, estimando-se que o volume total de água disponível seja da ordem de 1,5 milhões de Km³, equivalendo ao peso de 1.360 quatrilhões de toneladas. Calcula-se que 95,5% deste total seja formado por água salgada (oceanos e mares), 4,49% por água doce (2,2% sob a forma de gelo, em calotas polares e geleiras, 2,26% em lençóis freáticos - água subterrânea e somente 0,03% na superfície, em rios e lagos) e 0,01% em vapor na atmosfera. A relação do homem com a água tem se tornado cada vez mais complexa nos tempos modernos, devido ao crescimento das cidades e ao uso pouco cuidadoso desse recurso fundamental para a saúde e o conforto das pessoas.. Em geral, os rios que abastecem importantes capitais estão localizados longe dos centros de consumo, além de serem poluídos com o despejo de grandes volumes de esgotos e dejetos, que ocasionam o comprometimento da qualidade de suas águas tornando-as inadequadas para o consumo humano, exigindo a operação de estações de tratamento, gigantescas plantas industriais de beneficiamento de água, para a produção daquela que é diuturnamente utilizada pela população. Como Água é Vida, é fundamental que cada cidadão seja mobilizado a fazer o uso racional desse bem comum, para que todos possam ter acesso ao mesmo. No caso das Cidades do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense, por exemplo, a população precisa manter hábitos adequados de consumo, especialmente por tratar-se de uma região onde mais de 6,5 milhões de habitantes dependem de uma única fonte de abastecimento - o Rio Paraíba do Sul e de uma única estação de tratamento de água potável – a do Guandu. Precisamos ser mais prudentes para permitir a adequada distribuição desse precioso líquido para as torneiras das casas que ainda carecem do serviço de abastecimento com constância. A revisão das instalações prediais, para eliminar pequenos vazamentos, é fundamental. A substituição de hábitos inocentes, mas que levam ao desperdício, também é muito importante. É o caso, por exemplo, da "vassoura hidráulica" (varredura de calçadas com água corrente), da "barba sonora" (barbear-se com a torneira aberta) e do "banho de fantasma" (chuveiro aberto antes de banhar o próprio corpo), que precisam ser modificados em favor do benefício da coletividade. Porteiros, zeladores, faxineiros, síndicos, administradores e moradores precisam colaborar. Todos, sem exceção. Afinal, cada um de nós será beneficiado por poder contar com água de boa qualidade sempre à nossa disposição. Teremos a consciência tranqüila de estarmos fazendo a nossa parte, colaborando decisivamente para o desenvolvimento de nossa sociedade.
Joper Padrão do Espírito Santo Presidente da ABES Rio Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (texto produzido em 27/03/05 para publicação no ACOA Notícias - Jornal da Associação dos Condomínios da Av. Oswaldo Cruz e Adjacências) March 24 Corrupção, Omissão e Probreza
O debate no Conselho Empresarial de Ética e Responsabilidade Social, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, sobre o tema “Probreza, Corrupção e Responsabilidade Social”, instigou-nos, como Conselheiros, a uma profunda reflexão sobre a Corrupção - como agente corrosivo, a Omissão - como caldo de cultura e a Pobreza - como conseqüência e resultado da combinação dos dois primeiros ingredientes.
Corrupção, Omissão e Pobreza
Muito se fala nos dias de hoje sobre corrupção e a sua relação com a pobreza e o rumo das Nações no mundo globalizado. Matérias extensas tratam do assunto, muitas delas sem apontar caminhos para a solução desse histórico vício que contamina a Sociedade.
Rotary surge há cem anos em Chicago, quando o povo estadunidense germinava uma gigantesca crise moral, fruto da conduta imprópria de tantos, que os poucos que se conduziam de forma adequada eram banalmente alijados ou mesmo eliminados sumariamente.
Paul Harris teria tido a iniciativa pioneira de juntar-se a outros empresários e profissionais para plantar no solo fértil dos valores morais de seus integrantes, a semente desta fabulosa organização, hoje espalhada por mais de 165 países, dedicada a fomentar ações em favor da paz e da compreensão mundial, pela prestação de serviços humanitários pelos voluntários Rotarianos.
Rotary é uma resposta inteligente ao desafio que se apresenta às pessoas do bem para viverem numa sociedade corrupta e corrompida, sem se deixarem corromper ou serem agentes corruptores.
Nos dias atuais, lembrando aqueles de Chicago nos primórdios do Século passado, devemos fazer profunda reflexão diante de severas inquietações que se apresentam ao cidadão lúdico: Seremos atualmente – nós os Rotarianos do Século XXI - coerentes com os princípios basilares formadores do Rotary? Estaremos omissos diante de acontecimentos sob os nossos olhos descobertos, sejam quais forem as justificativas para a omissão? Como agir diante de circunstâncias?
A Lição do Pastor
O Pastor Protestante Martin Niemöller, líder religioso alemão nascido em 14 de janeiro de 1892 viveu o holocausto em seu País, lá sendo prisioneiro num campo de concentração. Chegou a comandar submarinos no início da 2ª Guerra Mundial, quando a igreja esteve submetida ao jugo do Partido Nazista. Em 1934 ele deu início a um movimento em defesa da Igreja na Alemanha, atraindo a ira de Hitler, o que lhe valeu o aprisionamento em 1º de julho de 1937. Condenado inicialmente a sete meses de prisão acabou sendo confinado durante sete anos em campos de concentração, sob o argumento de estar em “custódia de proteção” da Alemanha Nazista. Libertado em 1945, acabou sendo eleito Presidente do Conselho Mundial das Igrejas, em 1960. Martin Niemöller faleceu em Wiesbaden, em 1984.
Pacifista, reconhecido por seus discursos contra as armas nucleares, o Pastor Martin ficou imortalizado pela sua afirmação durante a Segunda Guerra contra os Nazistas em “Bartlets´s Familiar Quotations” (1933):
“Eles começaram perseguindo os comunistas, e eu não protestei, porque não era comunista. Depois, vieram buscar os judeus, e eu não protestei, porque não era judeu. Depois, ainda, vieram buscar os sindicalistas, e eu não protestei porque não era sindicalista”.
Aí vieram buscar os homossexuais, e eu não protestei porque não era homossexual. Aí então, vieram buscar os ciganos, e eu não protestei porque não era cigano. E depois vieram buscar os imigrantes, e eu não protestei porque não era imigrante.
Depois, vieram me buscar. E já não havia ninguém para protestar!”
O Pastor Martin disse certa vez: “Eles começaram a ganhar força quando perdemos a coragem!”
No caminho com Maiakóvski
Eduardo Alves da Costa, motivado por Niemöller, escreveu um belíssimo poema “No Caminho com Maiakovski”, em que um dos versos lembra o tema.
“Assim como a criança humildemente afaga a imagem do herói, assim me aproximo de ti, Maiakóvski. Não importa o que me possa acontecer por andar ombro a ombro com um poeta soviético. Lendo teus versos, aprendi a ter coragem.
Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história. Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na Segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm a ninguém é dado repousar a cabeça alheia ao terror. Os humildes baixam a cerviz; e nós, que não temos pacto algum com os senhores do mundo, por temor nos calamos. No silêncio de meu quarto a ousadia me afogueia as faces e eu fantasio um levante;mas amanhã, diante do juiz, talvez meus lábios calem a verdade como um foco de germes capaz de me destruir.
Olho ao redor e o que vejo e acabo por repetir são mentiras. Mal sabe a criança dizer mãe e a propaganda lhe destrói a consciência. A mim, quase me arrastam pela gola do paletó à porta do templo e me pedem que aguarde até que a Democracia se digne a aparecer no balcão. Mas eu sei, porque não estou amedrontado a ponto de cegar, que ela tem uma espada a lhe espetar as costelas e o riso que nos mostra é uma tênue cortina lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo e não os vemos ao nosso lado, no plantio. Mas ao tempo da colheita lá estão e acabam por nos roubar até o último grão de trigo. Dizem-nos que de nós emana o poder mas sempre o temos contra nós. Dizem-nos que é preciso defender nossos lares mas se nos rebelamos contra a opressão é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo, por temor aceito a condição de falso democrata e rotulo meus gestos com a palavra liberdade, procurando, num sorriso, esconder minha dor diante de meus superiores. Mas dentro de mim, com a potência de um milhão de vozes, o coração grita - MENTIRA! Sobre essas “coincidências poéticas”, diz Soares Feitosa, em O Jornal da Poesia:
“Não entendo que o belíssimo poema de Eduardo Alves da Costa seja plágio de maneira alguma. Da mesma forma que A Raposa e As Uvas, de La Fontaine, não é plágio de Fedro, nem este plagia a Esopo. Todos visitam o tema, inclusive eu, em Psi, a Penúltima. Como é que diz o velho Eclesiastes? Não há nada de novo sob o Sol, coisa assim. Parece que não há mesmo. O importante, certamente, é a recriação, a re-escritura, atualizando o tema ao hic et nunc - ao aqui e agora. Consta que Brecht também teria visitado o texto de Niemöller. Maiakóvski, não. Morto Maiakóvski em 1930, é até admissível que seja o contrário, Niemöller é que teria visitado o poeta russo. Mas, a rigor, toda a confusão com o nome de Maiakóvski, no poema de Eduardo Alves da Costa, decorreu, ao que parece, do título do poema - No Caminho com Maiakóvski -, que é também o título do livro em que foi publicado. Em suma, nem o russo visitou o alemão, nem o alemão teria visitado o russo. E Brecht? Estou procurando. Quem souber, por favor! Há este fragmento que guarda um certo parentesco: "Nós vos pedimos com insistência: Por fim, e já que tratamos de poesia, lembramos o magistral Fernando Pessoa, no poema que trazemos em nosso nome de Família – Padrão:
“O esforço é grande e o homem é pequeno Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.”
Vale a Pena
Nesta fabulosa jornada que estamos compartilhando, enquanto nossos préstimos voluntários forem úteis, estaremos coerentes com nossos princípios, com prazer e satisfação, oferecendo ao nosso projeto humanitário o melhor de nossos esforços. De cabeça erguida. E estaremos em boa companhia.
Até lá, até sempre, da obra ousada, será nossa a parte feita. Depois, quando for o momento e se necessário, navegaremos por outros mares, procurando um novo porto por achar. Guardaremos, certamente, boas e agradáveis lembranças. Eventuais episódios desagradáveis ficarão à margem, adormecidos, sem ocupar nossas memórias.
Afinal, é como o mesmo Fernando Pessoa nos ensina: “Valeu a pena? Tudo vale a pena ... se a alma não é pequena.”
Joper Padrão do Espírito Santo Governador 01-02 do Distrito 4570 (texto escrito após a reunião do Conselho Empresarial de Ética e Responsabilidade Social da ACRJ em 22/03/05) February 24 IVETTE DE CASTRO SIQUEIRAA Dimensão da Eterna Mestra
Na era da sociedade pós-industrial impera o domínio da tecnologia. Dispondo de aparelhos para os mais variados fins, o homem passou a pretender medir e comparar a maioria das coisas em seu cotidiano, como se tudo pudesse ser quantificado matematicamente. No entanto, existem ocorrências importantes na sociedade para as quais a tecnologia ainda há que desenvolver aparelhos capazes de calcular certas medidas, se é que um dia venha a conseguir fazê-lo. Por exemplo: Como medir a força de um gesto de bondade? Como medir o tamanho de uma atitude de solidariedade? Como calcular a dimensão de uma personalidade? É, provavelmente a ciência, por mais que se desenvolva, jamais venha a conseguir produzir aparelhos com tal capacidade. Hoje estamos reunidos nesta belíssima cerimônia para celebrar o Centenário do Rotary. E os Rotarianos da Tijuca guardaram essa oportunidade para marcar, de forma indelével, a existência de uma companheira cuja trajetória impregnou nosso Clube, nossa comunidade, e a sociedade mundial, com a sua figura terna, meiga, amável, doce, gentil, inspirada e inspiradora, eterna Mestra. Sim, amigos e amigas, porque hoje estamos aqui reunidos para celebrar o Centenário do Rotary e, simultaneamente, o Centenário de Ivette de Castro Siqueira, a Musa Inspiradora do Distrito 4570, a Companheira Inesquecível do Bom Pra Valer”, aquela que marca sua passagem em nosso meio como a mais idosa companheira rotariana em atividade em todo o Mundo, até o momento em que se transformou numa autêntica estrela, no firmamento rotário e da Natureza. Ivette deixa um legado de valor inestimável para Rotary, mesmo para aqueles que perderam a oportunidade de conviver consigo, pois suas lições serão para sempre rememoradas nas páginas de nossa organização. Somos pessoas afortunadas: Entramos para o Século XXI, contrariando alguns intérpretes das profecias; Estamos Celebrando o Centenário do Rotary, data memorável para a Humanidade; Tivemos o privilégio de compartilhar com Ivette dessa maravilhosa jornada pela Vida. É! Somos pessoas verdadeiramente afortunadas. A centenária História do Rotary e de Ivette se confundem. Daí porque nós, do Rotary Club Rio de Janeiro Tijuca, por decisão do Conselho Diretor e da unanimidade de seus Companheiros, resolvemos homenageá-la da forma como ela certamente mais apreciaria: Registrando com seu nome a Tribuna do Rotary Tijuca – o Bom Pra Valer. Daqui, deste espaço físico singelo, mas de grande destaque, personalidades se revezam a cada reunião, trazendo suas mensagens em favor da paz e da compreensão mundial, propósitos rotários que nos destacam diante de tantas outras entidades integradas por voluntários bem intencionados. De agora em diante, cada vez que um de nós, ou um de nossos ilustres convidados subirem a esse púlpito, estarão honrando o nome daquela que, pela dimensão de seu caráter, de sua força interior, de sua permanente vontade de construir a justiça social, há de nos inspirar para todo o sempre. IVETTE DE CASTRO SIQUEIRA - A Companheira, que eleva o nome do Rotarismo no ponto mais alto em que nossas mentes possam imaginar existir. IVETTE DE CASTRO SIQUIRA – A Mestra, cujas lições serão para sempre lembradas e repetidas pelos seus eternos discípulos IVETTE DE CASTRO SIQUEIRA – A Amiga, cuja presença entre nós é de tal magnitude, que jamais conseguiremos definir a sua real dimensão. IVETTE DE CASTRO SIQUEIRA – A Estrela, cujo brilho nos enleva, iluminando nosso caminho para a paz e a compreensão mundial. A Ivette de Castro Siqueira, a eterna admiração e o mais profundo carinho de todos os seus companheiros. E, para louvar a memória da Querida Ivette, pedimos que todos se juntem a nós, neste momento para, de pé e respeitosamente, fazermos como é de nosso saudável costume e tradição, reverenciarmos a sua memória com uma estrondosa e calorosa SAUDAÇÃO ROTÁRIA. Viva o Centenário Rotary! Viva a Centenária Ivette! Para sempre, Viva! Joper Padrão do Espírito Santo Tribuna do Rotary Club Rio de Janeiro – Tijuca Em 23 de fevereiro de 2005 – Dia da Celebração do Centenário do Rotary February 07 ROTARY - UMA GRANDE EXPLOSÃO DE ENERGIAROTARY - UMA EXPLOSÃO DE ENERGIA
Há cem anos, no dia 23 de fevereiro de 1905, quatro homens juntaram-se em torno de uma mesa trazendo consigo o maior patrimônio de que dispunham: idéias e ideais!
Seus propósitos eram de tamanha magnitude que logo, logo se transformaram numa grande explosão de energia que rapidamente, foi contagiando um por um dos amigos mais próximos. Como uma grande corrente entre profissionais e empresários, elos foram se lançando entre os primeiros rotarianos e, numa velocidade espantosa para aquela época, velozmente a força dos seus ideais ultrapassaram as fronteiras de Chicago, domicílio de seus fundadores, espraiando-se por países e continentes.
Uma grande explosão de energia que hoje contagia milhões de pessoas, pois mesmo aqueles que por razões naturais se afastaram dos seus Rotary Clubs, ainda mantém consigo os princípios que os trouxeram a Rotary – o caráter ilibado, a boa vontade com o próximo, o desejo de servir, a determinação de construir a paz e a compreensão mundial – legado do qual todos os rotarianos serão eternos titulares.
Ao completar 100 anos de existência de sucessos acumulados ao longo de sua trajetória, Rotary lança uma ponte para a sociedade do futuro. Um Século de SERVIÇO! Um novo Século de SUCESSOS! Mais que um lema, esse passa a ser o desígnio daqueles que conduzirão os ideais de Paul Harris – aquele de quem se origina a GRANDE EXPLOSÃO DE ENERGIA que contagia multidões de homens e mulheres de bem, cidadãos do bem que, juntos indicarão à Humanidade o caminho da paz pela conduta individual e pela cooperação coletiva.
Viva Rotary!
Joper Padrão do Espírito Santo Governador 01-02 do Distrito 4570 Rotary Club Rio de Janeiro – Tijuca (escrito para o Boletim do RC Duque de Caxias e para o site http://www.profissionaisrotarianos.com.br em 07/02/05) February 04 Rotary é Rotativo!ROTARY É ROTATIVO! É provável que, eventualmente, fique no esquecimento o significado da denominação de nossa organização: Rotary (do inglês) significa (em português) Rotativo, Rotatório, ou seja, relativo à rotação.
Várias são as interpretações para a natureza do termo: a alternância dos locais das reuniões pelos fundadores; o giro das 24 horas do dia em que são realizadas as reuniões nas várias partes do mundo; a rotatividade de associados nos Clubes, etc. Essas são algumas das formas expressas em artigos e na literatura rotária.
Sob certo prisma é possível compreender, portanto, que a rotatividade em nossos Clubes represente o fluxo de entradas e saídas de companheiros. Assim sendo, é inerente à existência de qualquer Rotary Club. Morte, mudança de domicílio, desinteresse ou falta de entrosamento com o grupo ou com os propósitos do movimento devem ser, então, percebidos como fenômenos naturais.
Ora, deve-se estar, então, permanentemente atento à admissão de novos associados? Claro! Mas, aqui sim está a “armadilha” que inquieta a alguns. Isso porque existe a tendência à acomodação (de cada um e de todos) no sentido de manter o grupo que já está constituído. Forma-se uma “zona de conforto”, estabelecida pelo convívio daqueles que já se fizeram conhecidos e aceitos como amigos, daí decorrendo pouca atenção à necessidade da agregação, permanente e incessante, de mais um novo Companheiro ao elenco existente.
O que deve, pois, realçar aos olhos é a diferença entre admissões e afastamentos. Se esta for positiva (mais admissões do que desligamentos), ótimo! O Clube cresce. Caso contrário, percebe-se a entrada no “círculo vicioso”, difícil de ser notado e mais ainda de ser convertido no “círculo virtuoso”.
Na situação de decréscimo é que reside o grande problema. Isso porque a falta de costume em atrair novas lideranças para o nosso esforço humanitário, leva alguns rotarianos a se preocuparem demasiadamente às vezes unicamente) com os afastamentos, como se essa via – a da manutenção do quadro social – fosse a solução do problema.
Daí porque alguns Rotary Clubs, que insistem em dar atenção maior à manutenção do que ao crescimento incessante, possam passar da condição de “muito operosos” (com clima favorável à atratividade) para a de “menos operosos” e, mais adiante, para “nada operosos” e, portanto, menos interessantes a novas lideranças, ao longo de suas trajetórias.
Na verdade, um esforço bem direcionado, deveria transformar as unidades em Clubes “ainda mais operosos” do que antes. Nunca no sentido inverso.
A preocupação é de tal sorte que até bem pouco tempo atrás empregou-se o termo “retenção do quadro social”, esquecendo-se que Rotary é uma associação de líderes voluntários, que se nela se encontram por livre aceitação do convite que lhes é feito, sem imposições. Melhor, certamente, é falar em “manutenção” o que expressa de forma mais correta a vontade de permanecer em Rotary.
O círculo vicioso aqui referido pode ser expresso no seguinte diagrama: CÍRCULO VICIOSO (concentração na manutenção)
Foco dos Rotarianos na "retenção" Reduz o O Grupo Número de perde o hábito Associados da "admissão"
O Clube se O Clube se torna "nada torna "menos operoso operoso
Ocorrem Cresce a idade afastamentos média do naturais Grupo
A reversão dessa tendência requer a concentração incansável de esforços na atração de novas lideranças, o que exige a análise da mobilidade social na comunidade, a evolução econômica do mercado, o comportamento dos empresários e profissionais na localidade em que o Clube se insere e muita, muita ação. Aqui se verifica a máxima do sucesso: 10% de inspiração e 90% de transpiração. Nesse caminho, o Clube age dentro de um círculo virtuoso, tornando-se pró-ativo diante do cenário de mudanças cada vez mais presente à vida da sociedade globalizada do novo século – da Humanidade e do Rotary.
CÍRCULO VIRTUOSO (concentração da admissão) Foco dos Rotarianos na "admissão" Aumenta o Novos Número de Associados são Associados admitidos
O Clube se O Clube se torna "ainda torna "mais mais operoso operoso
Ocorre Reduz a idade o fluxo "admissões & média do afastamentos" Grupo
Concluindo, vale lembrar que nenhum líder pretende se aproximar de derrotados ou de derrotistas, mas de sim lutadores perseverantes, daqueles que sabem e se apresentam para enfrentar desafios, superar barreiras e vencer obstáculos. Todos querem se aproximar de Vencedores e Vitoriosos!
Essa á proposta para uma abordagem diferente da que vem sendo adotada.
Que se coloque em prática na atividade rotária, a atitude que temos nos negócios. Ajamos como VENCEDORES e muitos outros se somarão a nós, ROTARIANOS, homens e mulheres, LÍDERES em nossas profissões e negócios.
Joper Padrão do Espírito Santo Governador 01-02 do Distrito 4570
(texto escrito em 03 de fevereiro de 2005 para o Grupo de Estudos sobre Rotary na Internet - GEROI-Brasil)
|
|
||||||||
|
|